8 de set de 2016

Em ação inédita na Bahia, bens culturais passam a ser acessados pelo Google Maps

Foto: José Carlos Almeida 
Os bens culturais edificados e protegidos oficialmente através do tombamento na Bahia já podem ser acessados através do aplicativo Google Maps. A ação facilitará a busca imediata de endereços e mapas com exatidão real, aprimorando o monitoramento desses imóveis, privados e públicos. Aplicativos são programas de computadores e celulares que processam dados eletronicamente, facilitando tarefas. A versão para telefone móvel Android também se mostra tão prática quanto a utilizada no navegador em computadores. A precisão do sistema fará com que o internauta navegue com todos os dados disponíveis sobre esses patrimônios tombados pelos governos estadual e federal, de qualquer lugar do mundo, desde que com acesso à internet.

A iniciativa é do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), órgão da secretaria estadual de Cultura (SecultBA). “Juntamente com o geoprocessamento que estamos fazendo com a Conder, a ação do aplicativo de imóveis protegidos no Google Maps é inédita na área do patrimônio cultural da Bahia e traz gestão contemporânea com base em tecnologia de ponta sem precedentes para os bens edificados e as áreas oficialmente protegidas nos centros urbanos baianos”, afirma o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira. Ele explica que o aplicativo mostrará a descrição do local, o livro de tombo, situação e ambiência, dados tipológicos, cronológicos e técnicos. “Através do aplicativo, é possível traçar rotas, visualizar cidades e até utilizar um navegador GPS”, ressalta João Carlos. Confira parte do trabalho do IPAC aqui: http://goo.gl/um01XL.

SOLUÇÕES – A aplicabilidade do trabalho do IPAC traz até informações de quem o ocupa, e se for concessionário de um imóvel público, se ele está inadimplente. Também mostra quando foi feita a última vistoria na edificação, se foram feitas intervenções irregulares, dentre outros dados. “Com isso podemos tomar decisões fundamentadas e providenciar soluções para problemas. Podemos ainda acompanhar transformações urbanas, orientar o crescimento, normatizar as intervenções e autuar as irregularidades”, diz o diretor de Projetos, Obras e Restauro (Dipro) do IPAC, Felipe Musse.

O trabalho está em desenvolvimento, com cerca de 90% concluído, e abrange todo o estado da Bahia. Foram incluídos bens tombados pelo IPAC e Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) do Ministério da Cultura (MinC). Os dados foram classificados em conjuntos tombados e bens tombados isoladamente. Esses últimos, divididos em arquitetura civil, religiosa, fortes, terreiros e fontes.

CONSERVAÇÃO – Para o assessor da Dipro/IPAC, Yan Cafezeiro, o monitoramento por georreferenciamento é fundamental. “Melhora a gestão ao nos possibilitar saber rapidamente, por meio do aplicativo do Google Maps, as necessidades do imóvel, sua localização e até mesmo quais medidas e recursos a adotar para a conservação do patrimônio tombado e imobiliário. É uma ferramenta prática e ágil, por isso pretendemos utilizá-la cada vez mais”, afirma o técnico do IPAC.

O georreferenciamento é o passo inicial do trabalho, pois define o desenho e referenciamento geográfico real dos imóveis no mapa. “O passo seguinte, que também já iniciamos, é o do geoprocessamento, que é a vinculação de dados e informações diversas aos desenhos feitos nos mapas”, completa o diretor Felipe Musse. Informações: (71) 3116-6726 edipro.ipac@ipac.ba.gov.br. Conheça os bens protegidos na Bahia:http://patrimonio.ipac.ba.gov. br. Acesse o site www.ipac.ba.gov.br, facebook ‘Ipacba Patrimônio’, twitter ‘@ipac_ba’ e instagram ‘@ipac.patrimonio’.

Assessoria de Comunicação – IPAC
Jornalista responsável Geraldo Aragão (DRT-BA nº 1498)
Coordenação de Jornalismo e Edição: Marco Cerqueira (DRT-BA nº 1851)
Texto-base e entrevistas: Newton Soares (estagiário Jornalismo)

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