19 de jan de 2017

Estado reforma prédio de 157 anos que recebeu D. Pedro II em Salvador



Um dos melhores exemplos de arquitetura civil do século XIX na Bahia, pelo tamanho e qualidade, inaugurado no 2º Império brasileiro (1860), o edifício do Lar Franciscano Asilo Santa Isabel, no bairro da Saúde, em Salvador, passa por reformas. O prédio é tombado desde 2002 como Bem Cultural da Bahia através do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), com obras coordenadas pela Companhia de Desenvolvimento Urbano (Conder), ambas instituições do governo estadual. O asilo recebeu visita de D. Pedro II na década de 1860 e ganhou o nome em homenagem à filha do imperador, princesa Isabel.

“O edifício tem escala monumental em estilo neoclássico com planta do tenente coronel João Bloem, do Corpo de Engenheiros Militares do Império, com fachada principal, escadaria e jardins escalonados voltados para a Baixa dos Sapateiros, formando um cenário de magnitude para quem está no Pelourinho”, explica o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira. Segundo ele, o asilo possui formato de eixo, de grande rigor formal, com 75 quartos voltados para o exterior e o pátio interno, fora outros cômodos, seis grandes salões e mais de 100 janelas. “A construção do prédio é em alvenaria de tijolo, a escadaria de mármore italiano e o piso do saguão em lioz colorido”, completa o diretor do IPAC.

NOVA PRAÇA – No local, abaixo da escadaria, está sendo construída a Praça Ary Barroso, mais um espaço de lazer para o Centro Histórico, com área de 470 metros quadrados e acesso pela Baixa dos Sapateiros. “Estamos verificando a possibilidade de implantar uma iluminação especial após o término das obras”, adianta o diretor do Dircas/Conder, Maurício Mathias. Ele lembra que a reforma integra o trabalho de conservação e manutenção que a Conder realiza no Centro Histórico.

O investimento é de R$ 500 mil para a reforma da fachada, área externa e pintura, com recursos do Tesouro estadual. O prédio é coberto por quatro lances de telhado de uma só água, que convergem para o pátio onde se encontra uma cisterna. Em 1886, Lopes Rodrigues desenha nova fachada para o edifício e, em 1914, Rossi Batista levanta um frontão com o brasão da Ordem. A construção da escadaria se dá entre 1901 e 1907. A Conder é vinculada à secretaria de Desenvolvimento Urbano e o IPAC à secretaria de Cultura.

O presidente da Ordem 3ª do São Francisco, proprietária do asilo, Jaime Baleeiro, comemora as obras: “a última reforma aconteceu há mais de 30 anos”, relembra. A ideia da Conder é instalar linha contínua de aparelhos na moldura superior da fachada, criando um banho de luz de cima para baixo, valorizando sua arquitetura e minimizando a entrada de luz na área interna. Mais informações sobre a obra no site www.centroantigo.ba.gov.br, sobre o IPAC no www.ipac.ba.gov.br, facebook ‘Ipacba Patrimônio’, instagram ‘@ipac.patrimônio’ e twitter ‘@ipac_ba’.

BOX opcional – CENTRO HISTÓRICO: O IPAC não é responsável direto pelo Pelourinho, mas entende como importante seu papel na aplicação de políticas públicas para preservação do patrimônio cultural baiano. Pela Constituição Federal, leis municipais, estaduais e federais, assim como nas capitais e em qualquer cidade brasileira, a área é de responsabilidade da Prefeitura de Salvador, já que é eleita e paga com dinheiro público para administrar o uso, licenciamento e ocupação do solo urbano do Município. O Centro Histórico de Salvador é também uma área tombada pela União, via IPHAN/Ministério da Cultura, como Patrimônio do Brasil (1984), e chancelada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade (1985).

Fonte: Assessoria de Comunicação – IPAC
Jornalista responsável Geraldo Moniz (DRT-BA nº 1498)
Coordenação de Jornalismo e Edição: Marco Cerqueira (DRT-BA nº1851)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comente aqui