30 de jan de 2017

''EU NÃO DEIXO O MEU NORDESTE NEM NA PONTA DA PEXEIRA''


Xilogravura “O Sol Quente e o Mandacarú, de J.Miguel. Disponível em: www.flickr.com.

Nem com a peste bubônica
Ou com a doença da mulesta,
Nem com chifre na testa
Ou casando com Verônica,
Nem banho de água tônica
Ou se quer de cachoeira,
Nem que seja por brincadeira
Ou virado na tal da peste,
''EU NÃO DEIXO O MEU NORDESTE
NEM NA PONTA DA PEXEIRA''

Esse é meu canto doutor,
Não me encanto pelo seu,
As graças que ele me deu
Pra mim tem muito valor,
Ele é cheio de esplendor,
De uma beleza verdadeira,
Com uma gente altaneira,
Virada mesmo na peste,
''EU NÃO DEIXO O MEU NORDESTE,
NEM NA PONTA DA PEXEIRA''.


MOTE DO POETA Gélson Pessoa
GLOSA: NIVALDO CRUZCREDO

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