25 de fev de 2017

Carnaval do Pelô reúne Gil, Capinam, Caetano e artistas da nova geração em homenagem à Tropicália

O Carnaval da Cultura 2017 este ano homenageia os “50 anos do Tropicalismo”. Foto: Aristeu Chagas/ SecultBa


Homenageando os "50 anos de Tropicalismo", foi aberto oficialmente nesta sexta-feira (24) o Carnaval do Pelô 2017. A abertura, no palco principal do Largo do Pelourinho, contou com as participações de Gilberto Gil, Capinam e Caetano Veloso, grandes nomes do movimento tropicalista. A noite histórica, que reacendeu o espírito alegre, colorido e festivo da Tropicália, foi possibilitada pelo edital 03 Artistas, da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), que contemplou os cantores Alexandre Leão, Claudia Cunha e Moreno Veloso, para relembrar os sucessos do tropicalismo e da axé music.

Para Alexandre Leão, o edital trouxe vários presentes. “Primeiro o próprio edital, onde grandes artistas concorreram. Depois, ficar sabendo que eu, Claudia e Moreno iríamos abrir o Carnaval do Pelô. E por fim, as participações de Gil e Capinam, ficamos até aliviados com a homenagem aos 50 anos de Tropicalismo depois que soubemos das presenças deles”, explica. De última hora também confirmou participação Caetano Veloso, que abrilhantou ainda mais a noite.

Para abrir o show, o trio cantou “Viramundo”, música de Gilberto Gil e Capinam, que na ocasião cantaram sucessos como “Vestido de Prata”, uma homenagem ao cantor Chico Evangelista, que morreu na última terça-feira (21). O público que lotava o Largo do Pelourinho ficou alvoraçado ao som de todos os sucessos que foram rememorados no palco.


Participações tropicalistas
Para Capinam, a homenagem ao tropicalismo neste carnaval reafirma a força do movimento. "Esta homenagem demonstra a força da tropicália, que é muito sobre a diversidade poética. O movimento conseguiu sobreviver com a temporal e libertária, aprendi isso hoje", explica. Gilberto Gil brinca que os velhos da tropicália voltam após 50 anos nesta homenagem. “Eu e Capinam, junto com os outros tropicalistas, Caetano, Gal, por exemplo, começamos aqui”, conta. Sobre a folia, ele revela: “Eu nunca fui muito folião, eu sempre ajudei as pessoas a pular carnaval. Embora eu sempre tenha estado em blocos como o Filhos de Gandhy, que foi onde mais estive, na verdade eu gosto mesmo é de ajudar as pessoas a pular”.

Os parceiros compuseram nove músicas juntos, sendo algumas das mais conhecidas “Viramundo”, “Soy loco por ti, América”, “Miserere nobis”, além de “Ladainha”, que foi a primeira música de Capinam a ser gravada. Sobre o reencontro com Gil, Capinam fala sobre abraçar e homenagear o cantor, que se recuperou recentemente de problemas de saúde.


CARNAVAL DA CULTURA
O Carnaval da Cultura é o carnaval da democracia e da diversidade e do folião pipoca, que leva para as ruas, durante todos os dias e circuitos da folia, a mistura de ritmos e gêneros musicais e, principalmente, a estética e a arte de diferentes artistas, grupos e entidades culturais da Bahia. São centenas de atrações e shows gratuitos de afoxé, samba, reggae, axé, pop, MPB, fanfarras e muito mais. É diversão garantida para todos os gostos e estilos no espaço público da rua para alegria do folião. O Carnaval da Cultura – uma realização da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) – está organizado a partir de quatro programas: Carnaval do Pelô, Carnaval Pipoca, Carnaval Ouro Negro e Outros Carnavais. A programação completa de nossa festa está disponível nos sites www.cultura.ba.gov.br e www.carnaval.bahia.com.br.


Fonte: Secult Bahia 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comente aqui