4 de abr de 2017

Feira de Santana se veste de azul para abraçar os autistas

Foto: Cau Preto
No Dia Mundial de Conscientização do Autismo, os feirenses vestiram azul e desfilaram pela avenida Getúlio Vargas, na manhã deste domingo, 02, para lançar um novo olhar da comunidade sobre o autista. É a segunda caminhada promovida pela Família Azul, com o apoio do Governo Municipal, visando a conquista de direitos e assegurar o espaço dos portadores de Transtorno de Espectro Autista (TEA) na sociedade.
 
A caminhada também marcou as comemorações pela I Semana: Olhares sobre o Autismo, realizada no período de 28 a 31 de março, no Centro de Cultura Maestro Miro (CCMM), que reuniu especialistas das áreas de saúde, educação e social, além de pais, para discutir a questão. 
 
O secretário de Desenvolvimento Social (Sedeso), Ildes Ferreira, observa a importância da mobilização da sociedade em busca de mudanças. “Estão chamando a atenção da sociedade porque este segmento precisa de atenção da comunidade e dos governantes para assegurar direitos. E aqui estamos presentes, com a recomendação do governo de apoiar todas estas ações”, afirmou.
 
Mãe de um portador de transtorno severo não verbal, a coordenadora da caminhada, Cíntia Souza, que também é idealizadora da Família Azul, ressalta a necessidade de mudanças na mentalidade da sociedade diante dos autistas. “Hoje finalizamos um ciclo  com a segunda caminhada, vivendo a expectativa de implantação do primeiro centro de tratamento especializado na cidade. E nossa esperança cresce ainda mais diante do apoio que temos recebido do Governo Municipal, através das secretarias de Desenvolvimento Social, de Saúde e de Comunicação”, frisou.
 
Para as mães de autistas, as mudanças são necessárias e necessitam que ocorram num menor espaço de tempo. “O que mais queremos da sociedade é o respeito, que busquem mais conhecimento. É preciso que todos entendam que o lugar dos autistas é onde eles quiserem. Por isso exigimos respeito e qualidade de vida”, afirmou Verbênia Pereira, mãe de uma criança autista de 7 anos.
 
Já a mãe Rose Carneiro, que tem um filho de 6 anos, defende um maior preparo das escolas na cidade para receberem as crianças portadoras de autismo. “A inclusão que as escolas dizem praticar não existe. Além disso, o tratamento é muito vago porque não existe ainda um centro específico”, relatou.

Fonte: Secom / PMFS
 

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